15 de abr de 2017

O que você não olha?

Olhe para o céu, veja seu rosto, ouça sua voz 
Olhe para o céu, erga os braços, e abrace o que tens pela frente e não pare 
Olhe para o céu, seu caminho está se transformando em um único sentido. 
Olhe para o céu, perceba seu caminhar sem volta, o som dos passos e do piscar os olhos. 
Olhe para o sol e permita iluminar-se 
Olhe para o vento sinta-o sob a pele 
Olhe para terra, deixa-a lhe sentir 
Olhe para água, descubra seu semblante 
Sinta sua coragem, na medida em que seu coração pulsa.


Rebeca Lima

9 de abr de 2017

Estamos Morrendo

Parem! 
Vocês estão nos matando
Estamos nos matando
Estamos morrendo

Morrendo de medo
Morrendo de fome
Morrendo de guerra
Morrendo de morte
Precisamos parar

Parem, por favor
Antes que seja tarde 
Parem com esse horror
Bomba, tiro
Assassinato, suicídio
Em pleno século vinte e um
A crueldade virou comum

O caos é ignorado
Ninguém vê que é errado? 
Precisamos entender 
Parar com essa revolta
Vamos todos morrer 
Da morte não tem volta
E se morrer é o fim
Por que antecipar? 
Não precisa ser assim 
Temos que mudar
Somos todos humanos
Agnósticos, crentes, muçulmanos 
Fracos, fortes, ricos, pobres 
Dividindo um mesmo planeta, uma casa temporária 
Que vive em situação precária
Onde não existe mais humanidade 
Isso é pura insanidade
O mundo está com dor 
Por que estamos brigando?


Rebeca Lima



15 de jan de 2017

Falta de consistência e consciência

Escrevo como quem fala dormindo.
A poesia brota de algum lugar surdo, como o fundo de uma garganta, como um pedaço de inconsciência. 
Resultado: poesia inconsistente por natureza. 
Provoca estranheza, talvez, naquele que lê procurando respostas, procurando perguntas confeccionadas por uma vida significativa e por horas e horas de leituras filosóficas. 
Chega e acaba lendo bobagem. Bobagem quando é visto por fora, quando parece que não brotou de um ser humano, mas de um teclado que resolveu sortear palavras por diversão. 
Não é bobagem. Pelo menos não pra mim, por mais que seja frase balbuciada num estado anestesiado. 
Poesia bêbada, sonolenta, de fim de tarde, quando os pensamentos estão bagunçados. 
Poesia lógica é pra doutores de faculdade e advogados.
É rica, mesmo assim. Qualquer voz humana é válida. E significa algo. 
Daí a poesia tem duas partes: O mistério e a descoberta de significados...


Rebeca Lima

29 de dez de 2016

POESIA DE BOTECO #00

Pisa em mim!
mas pisa com PO E SIAS
Não só hoje, 
quero TODOS os dias
quero o eter que altera
acelera
que não espera o tempo acabar
tem que ser aqui
AGORA!
Pisa!
pisa e implora
a dança simplória
de dois corpos
que desejam se acariciar
tem que tentar
tente carinho
tente malícias
tente nostalgias
mas não vá esquecer
de me pisar com poesias !

30 de nov de 2016

Violações

Quanto te vi
já te escolhi
vai ser tú mesmo!
te por a esmo
numa dança que era pra ser singular
mas tá sem sal
sem amor
sem valor
sem emoção
já eu sem calção
sem precaução
me sentindo moleque
poderoso no parque de diversão
tu rejeitando
me arranhando
se entregando
sem escolha
sem amor
sem valor
perdendo o chão
fiz o serviço
gozei dentro
SIM, COMO GRANADA!!
Se não explodir, BELEZA!
se explodir...
se fode aí
FIZ SEU DIREITO DE ESCOLHA SER VIOLADO.